Jornalistas devem fazer o cruzamento de dados, diz subprocurador

Quarta, 17 Outubro 2018 12:52

Bié - Os jornalistas, em particular da província do Bié, devem fazer o cruzamento de dados (fontes) antes de divulgar uma matéria noticiosa, para informar o público com verdade, salvaguardar o bom nome da pessoa e, evitar o crime por calúnia ou difamação.

O pensamento é do subprocurador geral da República no Bié, João Carlos da Silva Pedro, quando dissertava hoje, quarta-feira, a palestra subordinada ao tema “A midia e o processo penal", no quadro das festividades do 43º aniversário da TPA (Televisão Pública de Angola), a assinalar-se a 18 de Outubro.

Para o subprocurador geral da República no Bié, João Carlos da Silva Pedro, é importante que se respeitem os direitos fundamentais, a privacidade, a não discriminação, a honra, a presunção de inocência e a própria dignidade da pessoa humana

A busca de audiência leva a criar programas com informações fortes, por isso, ao tratar casos criminais deve-se ter o cuidado para que numa primeira instância a pessoa (suposto criminoso) não seja considerado culpado diante da sociedade que, por sinal desconhece os trâmites legais de um processo-crime.

Para tal, aconselhou os jornalistas no Bié, a optarem pelo jornalismo investigativo, sobretudo quando se pretende descobrir, os chamados “crimes de colarinho branco”, e ajudar de forma positiva as instituições envolvidas, bem como elevar a consciência jurídica dos cidadãos.  

No seu entender, os midias precisam ter cuidados com a perigosa influência no desdobramento e julgamento dos casos criminais, evitando deste modo graves injustiças por má abordagem das primeiras aparências, na altura da recolha de informações (dados).

“Antes de publicar, os jornalistas devem ouvir outras fontes, para evitar julgamento moral pejorativo, como a agravante do cidadão ser inocentado na sentença final pelo Tribunal e, o caso teve abordagem incorrecta”, alertou.

Na ocasião, o director da TPA no Bié, Manuel Valeira Gaspar disse que a sua instituição vai continuar apostar na formação de quadros, nas diversas vertentes da empresa, no sentido de continuar a corresponder com os desafios do país, mormente da espectativa dos telespectadores.

São ainda desafios da TPA na região, salientou, a expansão do sinal em todo tudo território da província, sublinhando que actualmente todas sedes municipais têm os serviços da empresa, estando a trabalhar para que o sinal chegue brevemente as comunas.